A Mala de Mármore e a Xícara Quebrada
Ângela Costa
12/26/20251 min read


A Mala de Mármore e a Xícara Quebrada
Havia um tempo em que eu carregava uma mala pesada, cheia de "mármores": o cargo, o salário, o carro novo. Eu acreditava que o valor da minha vida estava no peso e na solidez desses mármores. Eram as métricas que o mundo me ensinou a valorizar.
Mas, ao olhar para trás, percebo que o que realmente me aquece a alma não são os mármores, mas sim a lembrança daquela xícara de café que quebrei sem querer na casa da minha avó. Não pelo objeto, mas pela risada dela, que me abraçou e disse: "O que importa é a gente, meu filho, a xícara a gente compra outra."
O tempo tem essa magia: ele desmaterializa o que é material e eterniza o que é invisível. As conquistas profissionais são importantes, sim, mas são os momentos de conexão, a vulnerabilidade e o amor incondicional que resistem ao teste do tempo.
Convite à Reflexão: Se você pudesse abrir a sua "mala de memórias" agora, qual seria o seu "mármore" e qual seria a sua "xícara quebrada"?
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